Sócios

Caracterização dos Associados

Tal como já foi referido anteriormente a AJASUL possui nos seus ficheiros cerca de 1000 associados, dos quais poderemos estimar que pelos mais diversos motivos só cerca de 1/3 ainda estejam no activo.

De acordo com um estudo feito a um universo de aproximadamente 350 associados, concluímos que a média das idades ronda os 39 anos. Este facto não se nos afigura estranho pois, apesar de sermos uma associação de jovens agricultores, e sabendo à partida que o critério para a distinção entre jovens agricultores e os demais seja ter menos de 40 anos, nunca foi feita qualquer restrição em termos de idades, sendo que hoje, o nosso sócio mais novo tem 18 anos e o mais velho 83.

Distribuição Geográfica

Relativamente a este assunto é de referir que a nossa zona de actuação é todo o Sul de Portugal, a que corresponde a área de influência das Direcções Regionais de Agricultura do Alentejo e do Algarve. Não obstante este facto, e tal como se pode observar pela interpretação das tabelas anexas, esta associação está mais bem implantada na região do Alentejo Central, não sendo nada de estranhar dado que a nossa sede situa-se em Évora e as nossas delegações em Reguengos de Monsaraz e Portel.

Quadro 1 – Distribuição dos associados por Distrito

Distrito

N.º de Sócios

%

Évora

176

65

Beja

29

11

Portalegre

65

24

Setúbal

2

1

Se analisarmos o quadro 1, em cima, verificamos que a grande maioria dos associados pertencem ao Distrito de Évora (65%), onde se concentram a maior parte das nossas actividades, seguindo-se o Distrito de Portalegre (24%) onde temos vindo a realizar nos últimos anos algumas acções ao nível da formação profissional, o de Beja (11%) e finalmente o de Setúbal (1%).

O mapa que se apresenta de seguida pretende ilustrar de alguma forma a dispersão do n.º de associados ao nível do Concelho. Desta forma podemos ver com mais pormenor onde a nossa acção tem sido mais importante, onde estamos mais bem implantados no terreno e simultaneamente as áreas onde poderemos apostar no futuro. De qualquer forma este mapa apenas vem reforçar o que dissemos sobre a distribuição geográfica dos nossos associados ao nível do Distrito. No entanto é de salientar uma região de maior n.º de associados a que corresponde uma maior actividade da nossa associação e que coincide com os concelhos de Évora, Montemor-o-Novo, Arraiolos, Redondo, Alandroal, Reguengos de Monsaraz, Borba, Vila Viçosa, Elvas e Campo Maior.

Formação

Quando falamos de formação temos de fazer a distinção entre a formação escolar de base e a formação profissional.

Assim, no que respeita à primeira, verificámos no nosso estudo que os associados da AJASUL tem uma escolaridade média que ronda o 9º de escolaridade e que corresponde actualmente á escolaridade mínima obrigatória. De salientar que temos entre os nossos associados uma percentagem de 31% de Bacharéis e Licenciados.

Já no que diz respeito à formação profissional observámos que à data da inscrição na associação, apenas 34% dos sócios possuíam alguma formação profissional. Tal facto não é de estranhar pois muitas das pessoas que recorrem à nossa associação é precisamente em busca da melhoria das suas qualificações em termos de formação profissional. Dos que já possuíam alguma formação destacam-se os que já tinham os cursos de Empresários Agrícolas (vulgarmente conhecido por curso de Jovem Agricultor) com 76%, Operador de Máquinas Agrícolas com 6%, Agricultura Biológica (4%), Formação de Formadores (2%), Protecção Integrada da Vinha (5%) e Vitivinicultura (6%). De salientar que muitos dos jovens agricultores nossos associados que à data de inscrição já possuíam uma ou mais cursos de formação profissional, tinham–nos obtido anteriormente através da AJASUL.

Actividades e dimensão económica

De acordo com os dados obtidos, constatámos que os nossos associados representam um total de 39.257 ha de sequeiro e 3.010 ha de regadio a que corresponde uma média de 258,3 ha de sequeiro e 43 ha de regadio respectivamente. O tipo de actividades principal à qual os nossos Associados se dedicam, é muito variada, embora enquadrada pelos condicionalismos e dentro do contexto da agricultura Alentejana. Através da observação do quadro são de destacar e como não podia deixar de ser a Olivicultura (31%), as culturas arvenses com particular destaque para os cereais (27%) e a pecuária (26%). Ainda dentro das produções pecuárias são de salientar os 9% de produtores de bovinos de carne, os 5% de produtores de ovinos e os 5% de produtores de leite. Dentro das outras actividades com menor expressão temos a vitivinicultura (9%), a horticultura (2%), a fruticultura (1%) e diversas outras, como por exemplo, a produção de avestruzes, a apicultura, a produção de queijo e a suinicultura.

Quadro 2 – Principais actividades agro-pecuárias dos associados

Actividades

Principal (%)

Secundária (%)

Cereais

27

29

Pecuária

26

26

Olivicultura

31

17

Viticultura

9

10

No que respeita à actividade secundária, verificamos que, como seria previsível, a maioria dos inquiridos associa a produção animal à produção de cereais dado que nesta região estas produções se complementam. Desta forma 29% dos inquiridos respondeu ter como actividade complementar a produção de cereais, 17% a Olivicultura e 26% a pecuária. Das produções animais destacam-se a bovinicultura de carne e a ovinicultura de carne. Outra das actividades com importância é a viticultura, que foi apontada por 10% dos agricultores. É curioso verificar que a actividade florestal é também referida como actividade secundária (5%) sendo de destacar em conjunto com esta, a subericultura (3%).

Apenas uma chamada de atenção para o facto de 48% dos inquiridos afirmar que a olivicultura é uma das suas actividades agrícolas o que demonstra bem a importância que esta actividade tem na nossa região, e o potencial que poderá ser canalizado para a prática da protecção integrada.

Regime de posse da terra

De acordo com a nossa pesquisa, observámos que a grande maioria dos inquiridos (num universo de 184 que responderam a esta questão) exploram a sua própria terra (87%) os restantes exploram a terra através de contratos de arrendamento (11%) e uma minoria dos produtores faz uso da terra por cedência de exploração (2%) ou em regime de comodato (1%).

Informações adicionais